Plano Alimentar

A consulta de Nutrição correu lindamente. Foi bom encontrar alguém com a mesma perspectiva que eu tenho relativamente ao melhor método para perder peso. E isso passa, simplesmente, por uma reeducação alimentar, isto é, eu não preciso de fazer dieta, o que preciso é de saber comer. E de estar mentalizada de que é algo que tenho de fazer para o resto da vida, uma "dieta vitalícia" - chamemos- -lhe assim.
Falámos de todos os meus disparates habituais: praticamente não beber água, não comer/beber lacticínios, ingerir pouca fruta e verduras, comer demasiados hidratos de carbono e demasiada carne, comer enchidos diariamente e, muitas vezes, devorar tabletes de 100g de chocolate como se não houvesse amanhã.
Pesou-me, mediu e calculou. Com a minha altura (1,62 cm) e o meu peso (61,7 kgs) o meu IMC ronda os 24. Tenho um pouco mais de 30% de gordura corporal e uma baixa percentagem de água no organismo. É urgente mudar.
Fez-me o plano alimentar que está na imagem e acrescentou o seguinte: é obrigatório beber o mínimo de 1,5 l de água por dia, comer 2 peças de fruta (qualquer uma, tem é de ser uma porção equivalente a uma maçã média), tomar 2 doses de lactícínios por dia (200ml de leite + 1 iogurte magro, por exemplo) e fazer cerca de 30 ms de exercício por dia (nada de muito complicado, pode ser simplesmente caminhar). Posso comer entre 2 a 3 ovos por semana. É aconselhável ingerir 1 colher de sopa de farelos de trigo por dia (para acabar de vez com a preguiça do meu intestino).
Nada é proibido. Ou seja, ninguém vai abdicar de comer certas coisas ao longo da vida, o que pode fazer é evitá-las. Comer o almoço, o jantar ou a guloseima apetecida de vez em quando não faz mal a ninguém e pode fazer muito bem à alma. Tem é que ser a excepção e não a regra da nossa alimentação. Deve evitar-se comer fritos, enchidos, produtos açucarados e produtos salgados, apenas isso. Segundo a médica, até me é permitido comer um quadradinho de chocolate por dia (ainda para mais negro, o único que gosto) pois estudos comprovam que isso é benéfico.
O objectivo é que, gradualmente, eu atinja os 55 quilos de peso e um IMC de 21, valores que a médica considerou serem os adequados para mim. Quando atingir esse peso é pouco provável que, mantendo o referido plano, eu consiga perder mais peso, mas também não é isso que se pretende. O que interessa é que a alimentação que fazemos nos mantenha nas "condições ideais" ao longo dos anos.
Saí daquele consultório extremamente agradada e motivada. Parece- -me que finalmente estou no bom caminho.
