Meta: 55

Blog de incentivo ao alcançar de tão desejada meta: 55 kgs de peso. A ver vamos...

Domingo, Outubro 30, 2005

Plano Alimentar



A consulta de Nutrição correu lindamente. Foi bom encontrar alguém com a mesma perspectiva que eu tenho relativamente ao melhor método para perder peso. E isso passa, simplesmente, por uma reeducação alimentar, isto é, eu não preciso de fazer dieta, o que preciso é de saber comer. E de estar mentalizada de que é algo que tenho de fazer para o resto da vida, uma "dieta vitalícia" - chamemos- -lhe assim.
Falámos de todos os meus disparates habituais: praticamente não beber água, não comer/beber lacticínios, ingerir pouca fruta e verduras, comer demasiados hidratos de carbono e demasiada carne, comer enchidos diariamente e, muitas vezes, devorar tabletes de 100g de chocolate como se não houvesse amanhã.
Pesou-me, mediu e calculou. Com a minha altura (1,62 cm) e o meu peso (61,7 kgs) o meu IMC ronda os 24. Tenho um pouco mais de 30% de gordura corporal e uma baixa percentagem de água no organismo. É urgente mudar.
Fez-me o plano alimentar que está na imagem e acrescentou o seguinte: é obrigatório beber o mínimo de 1,5 l de água por dia, comer 2 peças de fruta (qualquer uma, tem é de ser uma porção equivalente a uma maçã média), tomar 2 doses de lactícínios por dia (200ml de leite + 1 iogurte magro, por exemplo) e fazer cerca de 30 ms de exercício por dia (nada de muito complicado, pode ser simplesmente caminhar). Posso comer entre 2 a 3 ovos por semana. É aconselhável ingerir 1 colher de sopa de farelos de trigo por dia (para acabar de vez com a preguiça do meu intestino).
Nada é proibido. Ou seja, ninguém vai abdicar de comer certas coisas ao longo da vida, o que pode fazer é evitá-las. Comer o almoço, o jantar ou a guloseima apetecida de vez em quando não faz mal a ninguém e pode fazer muito bem à alma. Tem é que ser a excepção e não a regra da nossa alimentação. Deve evitar-se comer fritos, enchidos, produtos açucarados e produtos salgados, apenas isso. Segundo a médica, até me é permitido comer um quadradinho de chocolate por dia (ainda para mais negro, o único que gosto) pois estudos comprovam que isso é benéfico.
O objectivo é que, gradualmente, eu atinja os 55 quilos de peso e um IMC de 21, valores que a médica considerou serem os adequados para mim. Quando atingir esse peso é pouco provável que, mantendo o referido plano, eu consiga perder mais peso, mas também não é isso que se pretende. O que interessa é que a alimentação que fazemos nos mantenha nas "condições ideais" ao longo dos anos.
Saí daquele consultório extremamente agradada e motivada. Parece- -me que finalmente estou no bom caminho.

Quarta-feira, Outubro 26, 2005

Má Notícia versus Boa Notícia

A má notícia é que não perdi peso nenhum e devo mesmo ter ganho algum. Já deixei de olhar para a balança sequer. Cada vez me sinto mais angustiada e, em vez de modificar a minha atitude, parece que faço pior e cometo imensos erros alimentares. Assola-me o desespero por não ter tido força de vontade para mudar e vivo obcecada por pensamentos de estar a engordar cada vez mais e a gostar de mim cada vez menos. Têm sido dias/semanas/ meses difíceis.

A boa notícia é que, há três dias, peguei finalmente no telefone e marquei uma consulta de Nutrição. Dia 27 de Outubro às 17 horas a minha dieta vai ter, finalmente, o seu ponto de partida oficial.

Desculpem-me pela ausência. Eu vou ter de me perdoar a mim própria.

É bom estar de volta.


Terça-feira, Agosto 16, 2005

De volta!

Pois é, estou de volta. Depois de um mês e meio sem Internet devido a problemas com a ADSL, posso finalmente voltar a passear pela blogosfera.
Porém, dieteticamente falando, as notícias não são nada boas. O meu peso não se alterou minimamente, nem uma grama perdi. Aliás, o incrível é não ter aumentado de peso. Acho que vou ter que admitir para mim própria que algo de errado se passa comigo. O facto de estar em casa há 10 meses (5 últimos meses de gravidez de alto risco em absoluto descanso + 5 meses de licença de parto) e de só em Setembro voltar ao trabalho tem-me afectado bastante. Há quem me comece a acenar com a expressão "depressão pós-parto", mas é-me difícil aceitá- -la de cada vez que olho para o meu querido D. e transbordo de felicidade.
Mas não consigo de maneira alguma começar a fazer dieta e só faço disparates alimentares uns atrás dos outros. E os chocolates? Não há como resistir-lhes. Além disso, passo os dias em casa e o único exercício que faço é levantamento de pesos (quando cuido do meu filho).
Tenho pena de não ter boas novas. Mas tenho esperança...

Domingo, Junho 26, 2005

Ponto de Partida

O Ponto de Partida rumo à meta é este:
- Altura: 1,62 cms
- Peso: 61,7 Kgs (de manhã, em jejum e despida)
- IMC: 24
- Peito: 100 cms
- Cintura: 79 cms
- Ancas: 97 cms

Nem vale a pena falar dos disparates da minha alimentação de hoje. Vou encarar este Domingo como aquele dia da semana em que os pecados são permitidos. A partir de amanhã é que vão ser elas...

A História dos Quilos

Tudo começou com a puberdade. Por volta dos 13 anos, começou a ser notório que os meus seios se iriam tornar Tamanho XXL. Foram tempos difíceis para mim. Por todo o lado choviam as inevitáveis comparações a Samantha Fox ou à efémera italiana Sabrina, já para não falar que não conseguia sair à rua sem que um idiota qualquer (e estes vêm em todas as idades) me perguntasse: "Isso é tudo teu?" Não conseguia perceber nem aceitar que o sexo oposto ficasse tão concentrado numa parte do meu corpo que eu aprendera a abominar, não fazia sentido para mim essa obsessão por algo que detestava. Ora, o resto do meu corpo teve necessidade de acompanhar esse crescimento amplificado do meu peito e eu, que de estrutura sou relativamente estreita, comecei a acumular uns quilitos a mais na zona da barriga e das pernas. Como me chegou a dizer um médico, eram "os alicerces que sustentavam a coisa". Resumindo e concluíndo, a minha adolescência - que foi marcada pelo facto de eu apenas vestir roupa escura, na sua maioria preta - foi um período que não me deixa grandes saudades. O meu peso entre os 14-17 anos situava-se entre os 62-64 quilos.
Depois entrei para a Universidade e fui perdendo alguns quilitos (muito poucos) por lá. Comecei a trabalhar em 1993 e também perdi mais umas gramas. Entre 1990 e 1999, o meu peso rondava os 60 quilos.
Finalmente, em 1999, chegou a hora de dizer adeus ao meu "ponto fraco" (ou forte, dependendo da perspectiva) e fiz uma redução mamária perfeitamente justificada por motivos médicos, uma vez que a minha coluna já se ressentia bastante devido ao peso excessivo do peito. O cirurgião avaliou a minha estrutura e decidiu que o correcto seria o tamanho 34 e não o 40/42 que eu ostentava! Assim foi e, no período que se seguiu à operação, eu de facto fiquei elegantíssima e perdi mais alguns quilos por todo o corpo, além de 1,5kg de gordura mamária.
Mas o meu peito recusou-se a passar de tanto para tão pouco e resolveu que o ideal seria ficar-se pelo tamanho 36. Recuperei alguns dos quilos perdidos e de 2000 a 2004 o meu peso passou a oscilar entre os 57 e os 59 quilos.
Claro que os mais atentos já repararam que a barra lá em cima se situa entre os 79 e os 55 quilos. Ora, de onde terão vindo - desde Maio de 2004 (pesava 57 kgs nessa data) - os 22 quilos extra? É simples. Vieram de França no bico de uma cegonha. Pois é, em Maio de 2004 engravidei do meu querido D. Nos primeiros 4 meses tudo corria muito bem, sem achaques típicos de grávida e apenas uma barriguinha a deixar adivinhar qualquer coisa. Mas às 20 semanas tive ameaça de aborto e, a partir daí (no início de Outubro), entrei de baixa por Gravidez de Alto Risco e fiquei obrigada a repouso absoluto até ao final. E os quilos foram-se acumulando e eu cheguei ao final de Fevereiro com uns valentes 79 quilos. Apesar disso, as pessoas achavam que o que eu tinha mesmo era barriga e que, no resto de corpo, estava praticamente igual. Mas não. As roupas de grávida e de Inverno escondem muitos segredos e o peso foi-se distribuíndo um pouco por todo o lado.
Quando o D. nasceu, os quilos que lhe diziam respeito mais o peso dos líquidos e do inchaço desapareceram imediatamente e, quando saí da Maternidade, já tinha perdido 12 quilos (que eram os que eu devia ter engordado, no máximo). Cheguei a casa com 67 kgs.
Desde aí fui perdendo mais algum peso, mas nos últimos meses tenho-me mantido nos 61,5-62,5 kgs. Ainda não visto a maior parte da minha roupa. Além disso, o meu peito estacionou no tamanho 38. Agora o meu corpo anda-me a dar sinal que, se eu não fizer por isso, não vou conseguir perder mais peso. Infelizmente, falta-me a força de vontade. Irrita-me pensar em dietas e continuo a fazer uma alimentação desiquilibrada. Mas eu sei que vou ter que mudar. E daí ter iniciado este blog. E também porque tropecei em alguns blogs sobre dietas e reeducações alimentares que andam por aí na blogosfera e que me deram vontade de fazer o mesmo.
Tenho de fazer qualquer coisa. Aliás, recuso-me a descer apenas para o peso que tinha antes de engravidar - 57 kgs - a minha meta é mesmo chegar aos 55.
Será que consigo? Vamos ver...

Sexta-feira, Junho 24, 2005

De partida rumo à meta

Decidi oficializar a coisa.
A partir de hoje está aberto este blog cujo objectivo é dar conta dos progressos, retrocessos ou coisas-nenhuma do meu propósito de chegar aos 55 quilos de peso.